sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Constelação de nada

Naquele vão de céu eu encontrei um olhar que me brilhou diferente.
Entre as nuvens, pude avistar uma constelação de possibilidades, mas o medo de saltar sem asas era tanto, que resolvi esperar os pés na areia encostar para, sem muito vê-la, poder arriscar.
Acabei a noite entre estrelas desconhecidas, sem olhar e sem companhia.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ave e peixe II

Aquela ave que antes beijava o mar como o amante que encontra a amada, novamente resolveu mergulhar enquanto do peixe tentava fugir.
Molhou-se por completa e esqueceu que para poder voar, precisa de suas penas secar.
Irônico fugir de um peixe correndo para o mar, mas talvez esta seja a sina, correr para o buraco do qual se tenta fugir.