Sozinho,
aqui fico,
sem riso,
sem choro,
sem vela,
sem braço,
sem afago,
sem...
apenas só,
acompanhado da solidão.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Te perguntei o que queria, você me disse que queria ter uma flor, mas não dessas compradas, daquelas que a gente planta e vê crescer. Me disse que havia comprado uma semente e um punhado de terra, mas que neste momento estava nadando, treinando o apito da caça de patos, aprendendo a amarrar os cadarços e a andar de bicicleta. Em seguida me perguntou o que eu queria. Também respondi que queria ter uma flor, e dessas que a gente não compra. Fiquei em silêncio, me sentindo tolo por não saber utilizar o apito para caçar patos, nadar mal, amarrar os cadarços vagarosamente e sempre cair da bicicleta. Você riu de mim e perguntou o que eu estava fazendo, respondi que comprei um vaso, terra, adubo, ferramentas para jardinagem, sementes e um regador, e que neste momento tinha me inscrito num curso para aprender a plantar flores.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
“Queria ser lembrado por você para vingar todas as vezes em que esqueci de mim. Queria me esquecer para só lembrar de você. Queria lembrar de você sem esquecer de mim. Queria esquecer de você sem lembrar de mim com você. Queria esquecer esquecendo de lembrar de você. Queria me lembrar de você para perdoar todas as vezes em que menti para mim que não lembrei de você.”
— Fabrício Carpinejar
— Fabrício Carpinejar
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Quer?
Talvez eu não seja mesmo o melhor homem do mundo,
já vinha pensando nisso há algum tempo.
Talvez eu seja simplesmente comum:
não muito feio,
nem muito bonito,
nem sempre sorrindo,
nem sempre chorando...
Talvez eu seja simplesmente como todos os outros,
inseguro,
muitas vezes frio,
e muitas vezes burro.
Talvez eu não consiga mesmo fazer nada para mudar o que antes causei.
Talvez eu não consiga, sequer, lhe fazer acreditar novamente em mim.
Talvez precise ficar escrevendo aqui para que me entendas como seu.
Não há nada novo que eu possa fazer para tornar quenta a água que eu gelei.
Talvez eu só possa te dizer que meu mundo é assim,
simples, como o de qualquer outro...
E que posso lhe oferecer um mundo do qual mais ninguém pode:
o nosso.
já vinha pensando nisso há algum tempo.
Talvez eu seja simplesmente comum:
não muito feio,
nem muito bonito,
nem sempre sorrindo,
nem sempre chorando...
Talvez eu seja simplesmente como todos os outros,
inseguro,
muitas vezes frio,
e muitas vezes burro.
Talvez eu não consiga mesmo fazer nada para mudar o que antes causei.
Talvez eu não consiga, sequer, lhe fazer acreditar novamente em mim.
Talvez precise ficar escrevendo aqui para que me entendas como seu.
Não há nada novo que eu possa fazer para tornar quenta a água que eu gelei.
Talvez eu só possa te dizer que meu mundo é assim,
simples, como o de qualquer outro...
E que posso lhe oferecer um mundo do qual mais ninguém pode:
o nosso.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Acreditei que largar as crenças seria abraçar a felicidade,
que deixar de tentar ser feliz com alguém por benefício me tornaria possível ser feliz com alguém por amor e desejo.
Acreditei insanamente,
e hoje, tendo a certeza que larguei aquela crença e a certeza que amo,
sou obrigado a escolher tentar ser feliz só com o desejo, sem o amor,
afinal, amar é único, não é recíproco.
Desejo estar e estou, consigo estar,
só ainda não me peça para amar, talvez eu não ame mais.
Acreditei por muito tempo que amar era único, de uma só vez,
e veja só, esta crença ainda se mantem em mim.
que deixar de tentar ser feliz com alguém por benefício me tornaria possível ser feliz com alguém por amor e desejo.
Acreditei insanamente,
e hoje, tendo a certeza que larguei aquela crença e a certeza que amo,
sou obrigado a escolher tentar ser feliz só com o desejo, sem o amor,
afinal, amar é único, não é recíproco.
Desejo estar e estou, consigo estar,
só ainda não me peça para amar, talvez eu não ame mais.
Acreditei por muito tempo que amar era único, de uma só vez,
e veja só, esta crença ainda se mantem em mim.
domingo, 4 de novembro de 2012
Samba do grande amor
"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito,
exijo respeito, eu não sou mais um sonhador,
mas chego a mudar de calçada quando aparece uma flor,
e dou risada do grande amor...
mentira."
(Chico Buarque)
exijo respeito, eu não sou mais um sonhador,
mas chego a mudar de calçada quando aparece uma flor,
e dou risada do grande amor...
mentira."
(Chico Buarque)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
A vida segue
A vida seguirá,
seguirá meio atormentada,
meio contida,
meio azucrinada.
Seguirá,
cheia de tormento,
meio desconfortante,
cheia de falhas.
Tem que seguir...
A vida seguirá,
sem teu cheiro,
sem teu pelo,
sem você.
Seguirá,
talvez triste,
talvez incolor,
mas seguirá.
Sem obras belas,
sem belas obras,
sem belas estrelas,
sem belos horizontes,
mas seguirá.
Tem que seguir...
Segue,
mas segue insana.
A vida seguirá,
ou melhor,
ela tem que seguir,
cheia tem meio com sem talvez,
mas seguirá.
seguirá meio atormentada,
meio contida,
meio azucrinada.
Seguirá,
cheia de tormento,
meio desconfortante,
cheia de falhas.
Tem que seguir...
A vida seguirá,
sem teu cheiro,
sem teu pelo,
sem você.
Seguirá,
talvez triste,
talvez incolor,
mas seguirá.
Sem obras belas,
sem belas obras,
sem belas estrelas,
sem belos horizontes,
mas seguirá.
Tem que seguir...
Segue,
mas segue insana.
A vida seguirá,
ou melhor,
ela tem que seguir,
cheia tem meio com sem talvez,
mas seguirá.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
...
"Aquilo que me falta, aqui não me faz falta, quando você falta, falta." [¿FALTA? - Fábio Brinholli]
domingo, 22 de julho de 2012
Príncipe de merda
Príncipes talvez existam sim, da mesma forma que existem monstros e bandidos.
Eles normalmente chegam num cavalo branco, lindos e perfumados, carregados de certeza, com olhares firmes e convincentes. Nada faltante, seres completos e sublimes, quase irreais.
Eles talvez existam, quando vistos de longe. Aqui do mundo real, eles vivem em castelos belos, cercados por guardas, sem falhas, sem defeitos, sem erros.
Eles nada mais são do que justos.
Eles nada mais podem ser se não perfeitos.
Perfeitos de qualquer ângulo, perfeitos e caretas.
Príncipes vivem em castelos distantes;
Príncipes vivem em mundos distantes;
Príncipes são distantes, não saem de suas torres;
Príncipes...
Talvez eles existam sim, mas me parece que eles só servem para ficar de enfeite em cúpulas de vidro.
Eles normalmente chegam num cavalo branco, lindos e perfumados, carregados de certeza, com olhares firmes e convincentes. Nada faltante, seres completos e sublimes, quase irreais.
Eles talvez existam, quando vistos de longe. Aqui do mundo real, eles vivem em castelos belos, cercados por guardas, sem falhas, sem defeitos, sem erros.
Eles nada mais são do que justos.
Eles nada mais podem ser se não perfeitos.
Perfeitos de qualquer ângulo, perfeitos e caretas.
Príncipes vivem em castelos distantes;
Príncipes vivem em mundos distantes;
Príncipes são distantes, não saem de suas torres;
Príncipes...
Talvez eles existam sim, mas me parece que eles só servem para ficar de enfeite em cúpulas de vidro.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Entre todos estes desencontros, me vejo desejando partes de pessoas que passaram por aqui, partes do que são e partes do que fazem, partes, apenas partes, mas nenhuma delas por inteiro. Será que me falta um pedaço, ou será que eu ainda não sou totalmente meu a ponto de poder desejar um outro ser inteiramente?
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Arranhado
E nesse desejo inconstante de desejar, me vejo caminhando incessantemente, de um lado para o outro, esperando que o sapato gaste e que eu então não consiga mais andar.
Me vejo perdido nas ruas, em busca dos pelos que arranquei e lancei ao vento; perdido, em busca de detalhes, meros, esquecidos, de pedaços retalhos de expressões sutis. Em busca de um eu estranho que já se foi há tempos, e que hoje me pede pra voltar.
Caminho na contra mão do sentir, buscando petrificar a sensação do bem estar eterno, da felicidade inacabável, da constância inabalável, do sorriso mantido, do cabelo desarrumado, do olhar fixo e do beijo findado.
Fico inquieto...
Me pego entrelaçando os dedos, não como uma prece, mas como uma tentativa de arrancar de mim, através da pele do dedo, aquilo que eu não queria desejar.
Me encontro arranhado de mim, com as minhas próprias unhas, machucado, não por desejar sofrer, mas por dor mesmo.
Me vejo perdido nas ruas, em busca dos pelos que arranquei e lancei ao vento; perdido, em busca de detalhes, meros, esquecidos, de pedaços retalhos de expressões sutis. Em busca de um eu estranho que já se foi há tempos, e que hoje me pede pra voltar.
Caminho na contra mão do sentir, buscando petrificar a sensação do bem estar eterno, da felicidade inacabável, da constância inabalável, do sorriso mantido, do cabelo desarrumado, do olhar fixo e do beijo findado.
Fico inquieto...
Me pego entrelaçando os dedos, não como uma prece, mas como uma tentativa de arrancar de mim, através da pele do dedo, aquilo que eu não queria desejar.
Me encontro arranhado de mim, com as minhas próprias unhas, machucado, não por desejar sofrer, mas por dor mesmo.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
WHY?
E então você constrói novamente tudo aquilo que quis destruir, constrói com cuidado, fingindo que não sabe o que pode acontecer. Você sabe, afinal foi você quem construiu. E o que você quer com isso, de novo?
quarta-feira, 4 de julho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Me dei um tapa
Me reencontrei em mim falando de você, e me re-senti em mim falando de outro. Me abstive da sua dor e senti a antiga para poder elaborar a nova e entender a velha, para poder abrir o peito e seguir adiante. Não sem errar, mas entendendo.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Abram alas
O carnaval acabou, segue agora a dor de um folião infeliz. Sem confetes ou serpentinas, sem trono ou reinado, sem trinca, sem flecha. Sem medo de mostrar a face ele caminha sem máscara ao encontro da ala que passou. Triste e infeliz, triste e solitário. Escolheu estar assim, escolheu desejar o que não tem. Será que escolheu ou não pode evitar desejar? Triste e pleno, sereno medo de se desprender de seus retalhos... Vaga como se a música tivesse sido carregada pelo vento para distante de seus ouvidos, vaga em direção a boca que quer encontrar lembrando dos olhos que não consegue mais avistar.
Triste ele vai, caminhando com a máscara nas mãos. Pena que o carnaval passou, pena que os confetes já caíram... Pena, triste pena...
domingo, 29 de abril de 2012
E então agora eu era um fantasma, daqueles mais cruéis que te perseguem pela ruas da sua cidade. Eu era pequeno e invisível, mas te causava um incomodo profundo, como se um elefante andasse na sua frente enquanto você tenta assistir seu programa de TV favorito. Sim, eu era um fantasma, daqueles gordos que sopram o vento e destroem seu penteado, mas isso não era nada. Eu era mutante, mudava e desmuda de forma, causando-lhe o maior incomodo possível: sendo de carne.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Eu colhi flores
Eu colhi flores, passei a vida inteira fazendo isso. Colhi, colhi, mas elas sempre murchavam.
Eu colhi flores, colhi, colhi, até te conhecer. Eu continuei colhendo, e colhi cada dia mais... Flores robustas, de formosas cores, de vários odores agradáveis. Lhe (me) apresentei aromas, sensações, visões, lhe (me) apresentei as flores. Eu colhi flores, e colhi com gosto, com sabor de viver. Eu colhi, e continuei colhendo, só não me atentei que você não tinha vaso. Elas murcharam novamente.
Eu parei de colher flores. Agora eu só colhia espinhos. Espinhos grandes, afiados, que perfuravam o mesmo lugar várias vezes. Eu continuei colhendo, espinhos, pétalas, pedaços, migalhas... eu continuei colhendo "flores".
Eu colhi flores, com espinhos e sem, com pétalas e sem, com cheiros e sem, com vida e sem... mas hoje.
Eu continuo colhendo flores, eu continuo, eu as vejo por todo canto, as sinto, as quero aqui, as quero para você.
Eu estou colhendo flores para você, será que você tem um vaso?
Eu colhi flores, colhi, colhi, até te conhecer. Eu continuei colhendo, e colhi cada dia mais... Flores robustas, de formosas cores, de vários odores agradáveis. Lhe (me) apresentei aromas, sensações, visões, lhe (me) apresentei as flores. Eu colhi flores, e colhi com gosto, com sabor de viver. Eu colhi, e continuei colhendo, só não me atentei que você não tinha vaso. Elas murcharam novamente.
Eu parei de colher flores. Agora eu só colhia espinhos. Espinhos grandes, afiados, que perfuravam o mesmo lugar várias vezes. Eu continuei colhendo, espinhos, pétalas, pedaços, migalhas... eu continuei colhendo "flores".
Eu colhi flores, com espinhos e sem, com pétalas e sem, com cheiros e sem, com vida e sem... mas hoje.
Eu continuo colhendo flores, eu continuo, eu as vejo por todo canto, as sinto, as quero aqui, as quero para você.
Eu estou colhendo flores para você, será que você tem um vaso?
domingo, 22 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Fica aqui, não volta. O que volta no tempo perde futuro, perde.
Sonhos são atemporais, uma vez me disseram isso. E sim, nem sempre eles acontecem com o tempo cronológico no qual vivemos. Ou será que vivemos em um tempo a parte?
Tenho medo do que posso escolher. Tenho medo do que posso fazer.
Acreditarei em qual parte de mim?
Em qual devo acreditar?
Consequência maldita.. é hora de você ser alterada.
Por favor, alguém faça alguma coisa.
...
Eu farei...
Já estou tentando.
Sonhos são atemporais, uma vez me disseram isso. E sim, nem sempre eles acontecem com o tempo cronológico no qual vivemos. Ou será que vivemos em um tempo a parte?
Tenho medo do que posso escolher. Tenho medo do que posso fazer.
Acreditarei em qual parte de mim?
Em qual devo acreditar?
Consequência maldita.. é hora de você ser alterada.
Por favor, alguém faça alguma coisa.
...
Eu farei...
Já estou tentando.
quarta-feira, 28 de março de 2012
E tudo estava ali ao meu lado: o passado, que me proporcionou descobrir que é possível... e o presente, que esta me mostrando que pode ser muito melhor.
O que passou ficou sendo história, hoje não mais é sentimento de esperança, trouxe tanta dor que prefiro que não exista, mas não posso excluir de mim aquilo que me fez tão bem enquanto existiu. O passado já não é mais presente, é história, serve para explicar muita coisa, mas não traz esperança de futuro. Não me faz sentir como estou, me fez sentir como estive, me fez feliz e me fez sofrer.
Hoje o que sinto é vida, é fôlego, é vontade de correr pelo campo sem medo de tropeçar... talvez com medo sim, mas sabendo que o medo pode ser compartilhado, vivenciado, ser levado em conta, ser superado e, por fim, ser degrau para felicidade.
O medo me aproximou do presente, me fez sentir a força de quando se tem vontade e me fez existir novamente como homem, desejado, querido, existente. Me fez ser homem e não objeto, me faz sentir homem e não objeto, me faz viver como tal. Não me faz querer ter, me faz querer ser... Ser bem e bom, ser vivo e seu. Me faz existir e estar vivo, me faz desejar e ser desejado, me faz querer, te querer e te ter. Me faz respirar vida, respirar, respirar...
Me faz querer continuar, me faz querer compartilhar, me faz querer você aqui, no braço, no colo, no coração... Sendo parte de mim e me permitindo ser parte de você.
O passado que passou do nosso lado, hoje é só passado...
Você hoje é presente e me presenteia sonhar compartilhando o futuro.
O que passou ficou sendo história, hoje não mais é sentimento de esperança, trouxe tanta dor que prefiro que não exista, mas não posso excluir de mim aquilo que me fez tão bem enquanto existiu. O passado já não é mais presente, é história, serve para explicar muita coisa, mas não traz esperança de futuro. Não me faz sentir como estou, me fez sentir como estive, me fez feliz e me fez sofrer.
Hoje o que sinto é vida, é fôlego, é vontade de correr pelo campo sem medo de tropeçar... talvez com medo sim, mas sabendo que o medo pode ser compartilhado, vivenciado, ser levado em conta, ser superado e, por fim, ser degrau para felicidade.
O medo me aproximou do presente, me fez sentir a força de quando se tem vontade e me fez existir novamente como homem, desejado, querido, existente. Me fez ser homem e não objeto, me faz sentir homem e não objeto, me faz viver como tal. Não me faz querer ter, me faz querer ser... Ser bem e bom, ser vivo e seu. Me faz existir e estar vivo, me faz desejar e ser desejado, me faz querer, te querer e te ter. Me faz respirar vida, respirar, respirar...
Me faz querer continuar, me faz querer compartilhar, me faz querer você aqui, no braço, no colo, no coração... Sendo parte de mim e me permitindo ser parte de você.
O passado que passou do nosso lado, hoje é só passado...
Você hoje é presente e me presenteia sonhar compartilhando o futuro.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Resignificar
O dia amanheceu cinza, cinza de nuvens e cheio de vento.
Antes eu diria, que dia chato, sem cor...
Mas meu dia acordou colorido embaixo de um céu cinza, de nuvens carregadas, com um vento refrescante e com cheiro de vida.
Resignificar não é fácil, mas só de ver que no dia cinza da cidade, meu dia amanheceu colorido, consigo entender que você me faz sentir novamente aliviado ao respirar, com calma, cautela e principalmente, sentimento.
Antes eu diria, que dia chato, sem cor...
Mas meu dia acordou colorido embaixo de um céu cinza, de nuvens carregadas, com um vento refrescante e com cheiro de vida.
Resignificar não é fácil, mas só de ver que no dia cinza da cidade, meu dia amanheceu colorido, consigo entender que você me faz sentir novamente aliviado ao respirar, com calma, cautela e principalmente, sentimento.
terça-feira, 13 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
E é ali, onde a gente não espera que esteja, onde a gente não escuta a certeza, que aparece o mais belo dos sentimentos. O mais nobre e real sentir, onde a dor vira lágrima e tudo se torna companhia. Onde o medo passa a ser estar e o devir passa a ser acompanhar.
Ali onde eu sinto sua presença, onde eu sinto sua falta, onde eu arrisco além dos meus medos.
Ali, naquele lugar comum que se tornou ilustre só por estar com você.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
E agora
Ontem, sai para passear com minhas alegrias e me deparei com um demônio. Um não, vários.
Todos estavam ali, sorrindo para mim como quem diz: "Há, você estava tentando fugir". Me estremeci por inteiro e sentei para um simples café.
Estranho sentar para conversar com seus medos quando eles te assombram tanto.
Respirei fundo e senti o aroma forte e acalantador daquele café. Sorri e quando percebi, eles ainda existiam, mas sem em amedrontar.
Tristeza ou alegria, não sei, eles estão aqui ainda, sentados ao lado de todos os anjos, amigos inseparáveis eu diria. Se existe o bem e o mal, eles não se largam, e agora, é preciso aprender a conviver com isso.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Me bateu uma vontade estranha de te ligar, ma pareceu que sua presença era importante. Senti seu cheiro e até mesmo descrevi como seria se você estivesse aqui comigo. Pensei duas vezes, três, quatro, cinco... Pensei de novo e voltei a real. Não te ligaria pois preciso de você, só te ligaria pois não quero ficar sozinho.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Colação de grau
O sol bate fortemente na minha janela, o barulho que escuto não existe, esta apenas em mim.
Meu corpo vibra de uma sensação estranha, possuída de dor e tristeza, ao mesmo tempo que esbanja beleza e alegria. Confuso. Tudo muito singular e único.
Cinco anos se foram, e eu me permiti crescer.
Não sei como expressar tudo isso, não sei como manifestar. Meu corpo, por si só, começou a se mostrar hoje mesmo, antes que eu resolvesse escrever. Minhas pernas doem de tensão, minhas mãos transpiram e eu, quero ficar gritando constantemente!
Estranho meu caro, muito estranho.
Meu corpo vibra de uma sensação estranha, possuída de dor e tristeza, ao mesmo tempo que esbanja beleza e alegria. Confuso. Tudo muito singular e único.
Cinco anos se foram, e eu me permiti crescer.
Não sei como expressar tudo isso, não sei como manifestar. Meu corpo, por si só, começou a se mostrar hoje mesmo, antes que eu resolvesse escrever. Minhas pernas doem de tensão, minhas mãos transpiram e eu, quero ficar gritando constantemente!
Estranho meu caro, muito estranho.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
E para não falar de mim, fico usando frases de outros. O problema é que uso frases de outros para falar de mim, acaba sendo mais complicado... mas é que não conseguirei ter clareza nas palavras agora que, para mim, nada esta claro.
"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia." [José Saramago]
"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia." [José Saramago]
domingo, 22 de janeiro de 2012
Decisão
O medo que me assombra é de ter desistido. Mas desistido do que se não posso eu ser dois em uma escolha? Se não posso, preciso aceitar que assim seja. Uma onda de cada vez, sem areia, sem mar...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Agradeço por ter conseguido colocar em palavras o que eu venho tentando escrever há alguns meses! Abaixo existe um texto de Fabrício Carpinejar, não sei o que comentar, é necessário ler e engolir o que restou. Boa leitura.
"Você me pediu um cigarro
Você foi covarde. Seu amor é forte, seu corpo é fraco. Você foi covarde como tantas vezes fui por acreditar que a coragem viria depois. A coragem não vem depois. A coragem vem antes ou não vem. Não posso amaldiçoar sua covardia. Sua boca não é rápida como suas pernas para me agarrar. Minhas pernas não são tão rápidas quanto minha boca para lhe impedir. Você foi covarde. Pela gentileza de sempre dizer sim, repetidos sim, quando não estava ouvindo. Já desfrutei de sua covardia, ríspido recusá-la agora porque não me favorece. Porque não fui escolhido. Não aquecerei seu prato para servi-la. Não a ajudarei no parto. Não partirei. Serei aquele que deveria ter sido, enterrado sem morrer, o que desapareceu permanecendo perto. Sou seu constrangimento mais alegre. Sua ferida, seu feriado. Com o tempo, serei sua vontade de se calar. De se retirar da sala. Não conhecerá meus hábitos de puxar o café antes de ficar pronto. De abrir as venezianas como quem procura reunir os chinelos ao vento. Você foi covarde, ninguém iria compreendê-la. Hoje todos a compreendem, menos você mesma. Você não se compreende depois disso. O que é imenso é estreito. O que é infinito fecha. Até o oceano tem becos e ruas sem saída. Até o oceano. Sua esperança não diminui a covardia. Quer um conselho? Finge que a dor que sente é a minha para entreter sua dor. Saudades ficam violentas quando mudamos de endereço. Saudades ficam insuportáveis quando mudamos de sentido.
Você confunde sacrifício com covardia. Compreendo. Eu confundo amor com loucura. Cada um tem seus motivos, sua maneira de se convencer que fez o melhor, fez o que podia. Você me avisou que não tinha escolha. Nunca teria escolha. Você foi educada com a vida, pediu licença, agradeceu os presentes. Confiou que a vida logo a entenderia. E cederia. Engoliu uma palavra para dormir. Não serei vizinho de seu sobrenome. Seus nomes esperam um único nome que ficou para trás. Você não desencarnou, não se encarnou, deixou sua carne parada nas leituras. Morrer é continuar o que não foi vivido. Vai me continuar sem saber. Você foi covarde. Com sua ternura pálida, seu medo de tudo, sua polidez em cumprir as promessas. Você não aprendeu a mentir. Tampouco aprendeu a dizer a verdade. O dia está escuro e não soprarei a luz ao seu lado. O dia está lento e não haverá movimento nas ruas. Você não revidou nenhuma das agressões, não revidará mais essa. Você foi covarde. A mais bela covardia de minha vida. A mais comovida. A mais sincera. A mais dolorida. O que me atormenta é que sou capaz de amar sua covardia. Foi o que restou de você em mim."
[Fabricio Carpinejar - http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/]
Você foi covarde. Seu amor é forte, seu corpo é fraco. Você foi covarde como tantas vezes fui por acreditar que a coragem viria depois. A coragem não vem depois. A coragem vem antes ou não vem. Não posso amaldiçoar sua covardia. Sua boca não é rápida como suas pernas para me agarrar. Minhas pernas não são tão rápidas quanto minha boca para lhe impedir. Você foi covarde. Pela gentileza de sempre dizer sim, repetidos sim, quando não estava ouvindo. Já desfrutei de sua covardia, ríspido recusá-la agora porque não me favorece. Porque não fui escolhido. Não aquecerei seu prato para servi-la. Não a ajudarei no parto. Não partirei. Serei aquele que deveria ter sido, enterrado sem morrer, o que desapareceu permanecendo perto. Sou seu constrangimento mais alegre. Sua ferida, seu feriado. Com o tempo, serei sua vontade de se calar. De se retirar da sala. Não conhecerá meus hábitos de puxar o café antes de ficar pronto. De abrir as venezianas como quem procura reunir os chinelos ao vento. Você foi covarde, ninguém iria compreendê-la. Hoje todos a compreendem, menos você mesma. Você não se compreende depois disso. O que é imenso é estreito. O que é infinito fecha. Até o oceano tem becos e ruas sem saída. Até o oceano. Sua esperança não diminui a covardia. Quer um conselho? Finge que a dor que sente é a minha para entreter sua dor. Saudades ficam violentas quando mudamos de endereço. Saudades ficam insuportáveis quando mudamos de sentido.
Você confunde sacrifício com covardia. Compreendo. Eu confundo amor com loucura. Cada um tem seus motivos, sua maneira de se convencer que fez o melhor, fez o que podia. Você me avisou que não tinha escolha. Nunca teria escolha. Você foi educada com a vida, pediu licença, agradeceu os presentes. Confiou que a vida logo a entenderia. E cederia. Engoliu uma palavra para dormir. Não serei vizinho de seu sobrenome. Seus nomes esperam um único nome que ficou para trás. Você não desencarnou, não se encarnou, deixou sua carne parada nas leituras. Morrer é continuar o que não foi vivido. Vai me continuar sem saber. Você foi covarde. Com sua ternura pálida, seu medo de tudo, sua polidez em cumprir as promessas. Você não aprendeu a mentir. Tampouco aprendeu a dizer a verdade. O dia está escuro e não soprarei a luz ao seu lado. O dia está lento e não haverá movimento nas ruas. Você não revidou nenhuma das agressões, não revidará mais essa. Você foi covarde. A mais bela covardia de minha vida. A mais comovida. A mais sincera. A mais dolorida. O que me atormenta é que sou capaz de amar sua covardia. Foi o que restou de você em mim."
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
E eis que depois de uma tarde de "quem sou eu" e de acordar à uma hora da madrugada em desespero. Eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei.
Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação.
Simplesmente, eu sou eu, você é você. É livre, é vasto, vai durar.
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida mas, por enquanto, olha pra mim, e me ama! Não! Tu olhas pra ti e te amas.
É o que está certo.
[Clarice Lispector]
Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação.
Simplesmente, eu sou eu, você é você. É livre, é vasto, vai durar.
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida mas, por enquanto, olha pra mim, e me ama! Não! Tu olhas pra ti e te amas.
É o que está certo.
[Clarice Lispector]
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