Parece-me que a poesia sumiu,
minhas palavras são confusas a ponto de não fazerem sentido nem para quem as escreve,
talvez eu volte a escrever quando as caixas já estiverem vazias.
Desculpem-me,
não estou conseguindo me encontrar por entre a minha bagunça!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Loucura da sinfonia
Os espelhos refletem meu inverso, meus passos caminham para algum lugar do qual eu não sei mais qual é, meus músculos amoleceram e eu, não tenho mais a rigidez de antes.
Faço-me um balde de sentimentos e quando percebo estou tendo todos aqueles dos quais eu não gosto. Sensações das mais variadas e dores das mais exageradas.
Bizarro? Sim, talvez, para mim tudo isso é preocupante. Quem nunca soube o que é queimar, tem medo de pôr a mão no fogo. Quem nunca soube o que é sentir, tem medo de se deixar existir.
Aquele que só vive deitado, tem medo de levantar a cabeça. Não se sabe se o medo é de perdê-la, de doer, de sangrar, de não gostar ou de não querer abaixá-la nunca mais, mas mesmo assim continua sendo medo.
Aquele que todos os dias faz o mesmo caminho, tem medo de trocá-lo, bater o carro, perder a vida, ou talvez de nunca mais querer voltar a fazer o antigo caminho que antes lhe trouxe tanta alegria.
A vida de quem planeja parece organizada, e é sempre calculada. O que parece, aos olhos dos outros, uma perfeição de combinações que não destoa, como uma boa sinfonia. Mas para quem a toca machuca, corta os dedos, sangra, cria bolhas, caleja, e mesmo assim continua a torná-la sincronizada, sinfônica.
Se parar de tocar, tudo se perde, o medo vem então, com sabor de amargura, com cheiro de enxofre e semblante de vontade. Destoar, solar, sincronizar ou morrer?
O fracasso talvez seja a sensação, o medo soa pior que violino desafinado tocado por um explorador infantil, a vontade é de fugir, mas a raiva de si não lhe permite, e então você quer ficar sozinho, mas o medo te toma outra vez, você deixa-se tomar pela emoção, percebe que ela te persegue, corre para algum esconderijo, pede pra ficar só, e o medo te toma outra vez.
Perder o controle? Não sei, eu não sei o que pode acontecer...
Faço-me um balde de sentimentos e quando percebo estou tendo todos aqueles dos quais eu não gosto. Sensações das mais variadas e dores das mais exageradas.
Bizarro? Sim, talvez, para mim tudo isso é preocupante. Quem nunca soube o que é queimar, tem medo de pôr a mão no fogo. Quem nunca soube o que é sentir, tem medo de se deixar existir.
Aquele que só vive deitado, tem medo de levantar a cabeça. Não se sabe se o medo é de perdê-la, de doer, de sangrar, de não gostar ou de não querer abaixá-la nunca mais, mas mesmo assim continua sendo medo.
Aquele que todos os dias faz o mesmo caminho, tem medo de trocá-lo, bater o carro, perder a vida, ou talvez de nunca mais querer voltar a fazer o antigo caminho que antes lhe trouxe tanta alegria.
A vida de quem planeja parece organizada, e é sempre calculada. O que parece, aos olhos dos outros, uma perfeição de combinações que não destoa, como uma boa sinfonia. Mas para quem a toca machuca, corta os dedos, sangra, cria bolhas, caleja, e mesmo assim continua a torná-la sincronizada, sinfônica.
Se parar de tocar, tudo se perde, o medo vem então, com sabor de amargura, com cheiro de enxofre e semblante de vontade. Destoar, solar, sincronizar ou morrer?
O fracasso talvez seja a sensação, o medo soa pior que violino desafinado tocado por um explorador infantil, a vontade é de fugir, mas a raiva de si não lhe permite, e então você quer ficar sozinho, mas o medo te toma outra vez, você deixa-se tomar pela emoção, percebe que ela te persegue, corre para algum esconderijo, pede pra ficar só, e o medo te toma outra vez.
Perder o controle? Não sei, eu não sei o que pode acontecer...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
No jogo dos cisnes eu perdi a direção, me enganei nas minhas crenças, perdi nas minhas conquistas.
Não sei até agora o que é melhor, conquistei muita coisa mas a cada passo, parece que volto três. Estou sem rumo, meu bem, e não sei o que prefiro. Engolir meu corpo ou meu desejo a cada dia, mesmo sabendo que o segundo não se realizará.
É uma tentativa inútil, eu sei, e como sei. Tenho sentido todos os dias, e sofrido por isso.
Não consigo mais caminhar, parece que enrosquei em algum gancho. O problema é saber qual...
Por favor, meus amigos, não me façam perguntas difíceis, e se eu vier a perder meu olhar ao seu lado, baixar minha cabeça e chorar, me sirvam ao menos o seu silêncio, e me façam companhia, por favor, me façam companhia.
Não me deixem sozinho, eu não sei o que pode acontecer... e é disso que tenho medo.
Não sei até agora o que é melhor, conquistei muita coisa mas a cada passo, parece que volto três. Estou sem rumo, meu bem, e não sei o que prefiro. Engolir meu corpo ou meu desejo a cada dia, mesmo sabendo que o segundo não se realizará.
É uma tentativa inútil, eu sei, e como sei. Tenho sentido todos os dias, e sofrido por isso.
Não consigo mais caminhar, parece que enrosquei em algum gancho. O problema é saber qual...
Por favor, meus amigos, não me façam perguntas difíceis, e se eu vier a perder meu olhar ao seu lado, baixar minha cabeça e chorar, me sirvam ao menos o seu silêncio, e me façam companhia, por favor, me façam companhia.
Não me deixem sozinho, eu não sei o que pode acontecer... e é disso que tenho medo.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
E por entre as minhas portas nada familiares, encontrei mais medo do que esperava.
Levar os monstros todos para um cômodo até que pode parecer fácil, porém, caminhar com eles, não é nada do que parece.
Entre tantas opções, minha cabeça não para de girar por entre as maçanetas. Entre todas essas revoluções, meu coração não para de me assustar.
Não tenho todas as chaves, mas ando tentando abrir porta a porta com calma e muita prudência. Mesmo assim, não estou tão confortável como sempre presei.
Entre as dores do partir, todos olham para seus umbigos dizendo o que deveria ou não fazer, mas ninguém para pra me ouvir e ver... Os anos se passaram, eu sinto de verdade, não sou robô, e meu coração pulsa. Os fios de meu cabelo já não são amarelados e o liso virou onda.
As portas vão continuar me cercando, e isso é óbvio, porém talvez eu tenha mais propriedade para abri-las com segurança, com menos temor, e com mais certeza.
Levar os monstros todos para um cômodo até que pode parecer fácil, porém, caminhar com eles, não é nada do que parece.
Entre tantas opções, minha cabeça não para de girar por entre as maçanetas. Entre todas essas revoluções, meu coração não para de me assustar.
Não tenho todas as chaves, mas ando tentando abrir porta a porta com calma e muita prudência. Mesmo assim, não estou tão confortável como sempre presei.
Entre as dores do partir, todos olham para seus umbigos dizendo o que deveria ou não fazer, mas ninguém para pra me ouvir e ver... Os anos se passaram, eu sinto de verdade, não sou robô, e meu coração pulsa. Os fios de meu cabelo já não são amarelados e o liso virou onda.
As portas vão continuar me cercando, e isso é óbvio, porém talvez eu tenha mais propriedade para abri-las com segurança, com menos temor, e com mais certeza.
Assinar:
Postagens (Atom)