Porque a gente sente?
Eu não sei dizer o porque desta pergunta...
Até anteontem estava eu aqui me lamentando por não sentir,
e hoje estou eu aqui novamente, agora me lamentando por sentir...
A vida é tão injusta, normalmente reclamamos por não ter, e quando temos, reclamamos porque queriamos não ter tido... é difícil compreender!
A pura verdade é que injusto somos nós, por nunca estarmos satisfeitos com a pobre vida, que sempre esta disposta a dar o que pode para que tenhamos prazer suficiente, porém achamos que sempre é pouco.
Temos o olho maior que o espaço, querendo sempre ter mais...
Eu sempre quis poder sentir de verdade, e agora reclamo por tal ponto...
quem dera eu poder balancear tudo e poder ser regrado até mesmo com os sentimentos que agora eu tenho, porém, tenho que escolher... continuar sofrendo, ou voltar a andar pelo escuro sem ter onde segurar...
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Enivrez-vous
Il faut être toujours ivre. Tout est là : c'est l'unique question. Pour ne pas sentir l'horrible fardeau du Temps qui brise vos épaules et vous penche vers la terre, il faut vous enivrer sens trêve.
Mais de quoi? De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise. Mais enivrez-vous.
Et si quelquefois, sur les marches d'un palais, sur l'herbe verte d'un fossé, dans la solitude morne de votre chambre, vous vous réveillez, l'ivresse déjà diminuée ou disparue, demandez au vent, à la vague, à l'étoile, à l'oiseau, à l'horloge, à tout ce qui fuit, à tout ce qui gémit, à tout ce qui roule, à tout ce qui chante, à tout ce qui parle, demandez quelle heure il est; et le vent, la vague, l'étoile, l'oiseau, l'horloge, vous répondront : Il est l'heure de s'enivrer! Pour n'être pas les esclaves martyrisés du temps, enivrez-vous; enivrez-vous sans cesse! De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise.
______
Embriaguem-se
Há que estar sempre embriagado. Tudo está nisto, é a única questão. Para não sentir o terrível fardo do Tempo que lhes dilacera os ombros e os encurva para a terra, embriagar-se sem cessar é preciso.
Mas de quê? De vinho, poesia ou virtude, a escolha é sua. Mas embriaguem-se.
E se às vezes, nas escadarias de um palácio, na verde relva de um barranco, na solidão morna de seu quarto, você acordar, com a embriaguez já diminuída ou sumida, perguntem ao relógio, ao vento, à vaga, à estrela, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntem que horas são; e o relógio, o vento, a vaga, a estrela, as aves lhe responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo embriaguem-se; sem cessar embriaguem-se! De vinho, poesia ou virtude, a escolha é sua".
Mais de quoi? De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise. Mais enivrez-vous.
Et si quelquefois, sur les marches d'un palais, sur l'herbe verte d'un fossé, dans la solitude morne de votre chambre, vous vous réveillez, l'ivresse déjà diminuée ou disparue, demandez au vent, à la vague, à l'étoile, à l'oiseau, à l'horloge, à tout ce qui fuit, à tout ce qui gémit, à tout ce qui roule, à tout ce qui chante, à tout ce qui parle, demandez quelle heure il est; et le vent, la vague, l'étoile, l'oiseau, l'horloge, vous répondront : Il est l'heure de s'enivrer! Pour n'être pas les esclaves martyrisés du temps, enivrez-vous; enivrez-vous sans cesse! De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise.
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Embriaguem-se
Há que estar sempre embriagado. Tudo está nisto, é a única questão. Para não sentir o terrível fardo do Tempo que lhes dilacera os ombros e os encurva para a terra, embriagar-se sem cessar é preciso.
Mas de quê? De vinho, poesia ou virtude, a escolha é sua. Mas embriaguem-se.
E se às vezes, nas escadarias de um palácio, na verde relva de um barranco, na solidão morna de seu quarto, você acordar, com a embriaguez já diminuída ou sumida, perguntem ao relógio, ao vento, à vaga, à estrela, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntem que horas são; e o relógio, o vento, a vaga, a estrela, as aves lhe responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo embriaguem-se; sem cessar embriaguem-se! De vinho, poesia ou virtude, a escolha é sua".
Charles Baudelaire
sábado, 21 de agosto de 2010
Frases à um querer
Muitas vezes eu pensei em te dizer o quanto bate aqui no peito a vontade de te ter por perto e por dentro, como algo que fosse meu. Quantas vezes já me peguei sentindo vontade de te pegar no colo, lavar as feridas que o tempo vai causando e depois segurar sua mão para caminhar. Quantas vezes...
Como o tempo passa, a gente aprende que isso não é o melhor. Não demonstraria gostar de você fazendo tudo isso, estaria sendo injusto comigo, com você e com o mundo. Estaria sendo indigno do seu carinho, atenção e afeto, estaria desrespeitando minhas paixões, estaria matando você.
Me vejo muito, quando olho nos seus olhos, mas tenho que entender que não sou eu quem esta ai. Não posso te fazer viver a minha vida, mas posso ser seu ombro pra quando você precisar. Não posso te carregar de cavalinho (mesmo as vezes querendo) mas posso estar do seu lado pra quando a onda vier.
Mesmo querendo... isso é estranho, a gente sempre tenta entender porque quer tanto estar junto de alguém. O querer é muito cruel as vezes!
É engraçado porque se gosta tanto de algumas pessoas sem saber porque, mais do que me ver em você, eu gosto do seu abraço, eu gosto do seu sorriso e da sua companhia. Gosto... não sei porque e na verdade não quero entender, não quero estragar isso agora, prefiro ficar apenas pensando que te gosto e que te quero por perto, sem entender o porque, apenas sentindo de verdade.
Como o tempo passa, a gente aprende que isso não é o melhor. Não demonstraria gostar de você fazendo tudo isso, estaria sendo injusto comigo, com você e com o mundo. Estaria sendo indigno do seu carinho, atenção e afeto, estaria desrespeitando minhas paixões, estaria matando você.
Me vejo muito, quando olho nos seus olhos, mas tenho que entender que não sou eu quem esta ai. Não posso te fazer viver a minha vida, mas posso ser seu ombro pra quando você precisar. Não posso te carregar de cavalinho (mesmo as vezes querendo) mas posso estar do seu lado pra quando a onda vier.
Mesmo querendo... isso é estranho, a gente sempre tenta entender porque quer tanto estar junto de alguém. O querer é muito cruel as vezes!
É engraçado porque se gosta tanto de algumas pessoas sem saber porque, mais do que me ver em você, eu gosto do seu abraço, eu gosto do seu sorriso e da sua companhia. Gosto... não sei porque e na verdade não quero entender, não quero estragar isso agora, prefiro ficar apenas pensando que te gosto e que te quero por perto, sem entender o porque, apenas sentindo de verdade.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Flor
Ainda que eu quisesse te dizer, ó bela,
que as lembranças que te guardo pra dizer são minhas,
não seria tão claro como te esconder, ó donzela,
a beleza da singela flor que eu ainda tenho que entender.
(Ainda não sei o que mais escrever sobre você, minha Gérbera Laranja, mas eu ainda quero entender por que me salta os olhos quando vejo a cor que você me traz, as lembranças que você me faz e os pulsos que você me leva)
que as lembranças que te guardo pra dizer são minhas,
não seria tão claro como te esconder, ó donzela,
a beleza da singela flor que eu ainda tenho que entender.
(Ainda não sei o que mais escrever sobre você, minha Gérbera Laranja, mas eu ainda quero entender por que me salta os olhos quando vejo a cor que você me traz, as lembranças que você me faz e os pulsos que você me leva)
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Angilin
Um sorriso fino, marcante,
pronto, forte e à espera.
Contando histórias sempre belas,
com a fala mansa e firme,
com o olhar que lembrava a tristeza
e com a cabeça que lembrava a vida.
Assim é a foto que me restou,
assim é como eu conheço o senhor.
Fui ao seu encontro,
e acho que pude estar mais perto,
levei-te a minha flor favorita,
beijei sua foto,
abri minha boca e chorei,
deixando escorrer a saudade de não te ver
e a vontade de te conhecer.
Assim é, Vô,
a dor que fica no meu peito,
quando lembro daquele acidente que senti por verbo,
e que me tirou de vez a sua presença.
Fiquei com a ausência do seu cheiro,
com a falta do seu aperto,
com a dor da sua morte
e com o amor que tenho no peito.
Não te vi,
não te toquei,
não te fiz sorrir,
mas me lembro de você todos os dias,
quando olho pro horizonte
sinto o ar e lembro que,
se você não existisse,
eu também não existiria.
pronto, forte e à espera.
Contando histórias sempre belas,
com a fala mansa e firme,
com o olhar que lembrava a tristeza
e com a cabeça que lembrava a vida.
Assim é a foto que me restou,
assim é como eu conheço o senhor.
Fui ao seu encontro,
e acho que pude estar mais perto,
levei-te a minha flor favorita,
beijei sua foto,
abri minha boca e chorei,
deixando escorrer a saudade de não te ver
e a vontade de te conhecer.
Assim é, Vô,
a dor que fica no meu peito,
quando lembro daquele acidente que senti por verbo,
e que me tirou de vez a sua presença.
Fiquei com a ausência do seu cheiro,
com a falta do seu aperto,
com a dor da sua morte
e com o amor que tenho no peito.
Não te vi,
não te toquei,
não te fiz sorrir,
mas me lembro de você todos os dias,
quando olho pro horizonte
sinto o ar e lembro que,
se você não existisse,
eu também não existiria.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Dúvida da verdade
Ainda que eu escute os sons dos sinos que te trazem para perto de mim, me falta saber se te quero aqui, ou apenas te quero existir.
Me falta saber da coragem do seu gosto, da vontade do seu som.
Tenho em mim a vontade de ti, assim como tenho em ti a vontade de mim, mas me falta conhecer seu verbo, e saber se te quero comigo, assim como me quero contigo... mas que agora me deixa em dúvida se te desejo ou se te planejo, ficando com o medo de planejar e decepcionar, e com a vontade de desejar e não ter coragem de enfrentar.
Penso que a verdade vem a tona quando se treme na perna, e o peito grita a mudez do não bater, revelando seu rosto em ausência, com o sonho de te encontrar na realidade e te tocar com a mais pura sinceridade.
Toquem os sinos pois eu estou a esperar. Acho que escutei rumores vindos de lá, mas ainda tenho dúvida se te quero com os sinos, ou se quero apenas os sinos, sem você.
Me falta saber da coragem do seu gosto, da vontade do seu som.
Tenho em mim a vontade de ti, assim como tenho em ti a vontade de mim, mas me falta conhecer seu verbo, e saber se te quero comigo, assim como me quero contigo... mas que agora me deixa em dúvida se te desejo ou se te planejo, ficando com o medo de planejar e decepcionar, e com a vontade de desejar e não ter coragem de enfrentar.
Penso que a verdade vem a tona quando se treme na perna, e o peito grita a mudez do não bater, revelando seu rosto em ausência, com o sonho de te encontrar na realidade e te tocar com a mais pura sinceridade.
Toquem os sinos pois eu estou a esperar. Acho que escutei rumores vindos de lá, mas ainda tenho dúvida se te quero com os sinos, ou se quero apenas os sinos, sem você.
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