quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Angilin

Um sorriso fino, marcante,
pronto, forte e à espera.

Contando histórias sempre belas,
com a fala mansa e firme,
com o olhar que lembrava a tristeza
e com a cabeça que lembrava a vida.

Assim é a foto que me restou,
assim é como eu conheço o senhor.

Fui ao seu encontro,
e acho que pude estar mais perto,
levei-te a minha flor favorita,
beijei sua foto,
abri minha boca e chorei,
deixando escorrer a saudade de não te ver
e a vontade de te conhecer.

Assim é, Vô,
a dor que fica no meu peito,
quando lembro daquele acidente que senti por verbo,
e que me tirou de vez a sua presença.

Fiquei com a ausência do seu cheiro,
com a falta do seu aperto,
com a dor da sua morte
e com o amor que tenho no peito.

Não te vi,
não te toquei,
não te fiz sorrir,
mas me lembro de você todos os dias,
quando olho pro horizonte
sinto o ar e lembro que,
se você não existisse,
eu também não existiria.

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