segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Só, no escuro, eu
Se foi o tempo em que estrelas brilhavam só para mim! Se foi aquilo que tornava o céu tão imenso e tão escuro. Sofrimento? Talvez, o bom é que a lua agora é só minha! Mesmo longe, continua sendo só minha! Observo-a atentamente, todas as noites, e comento comigo: "Belíssima, que bom que você ainda esta aqui!"
domingo, 30 de outubro de 2011
Os fins dos domingos são tediosos, eu sinto falta do seu gosto, eu sinto falta daquele programa tosco que só você gostava de assistir.
Eu sinto falta do sofá azul e do barulho do fantástico enquanto eu me refrescava no frio dos seus braços.
Eu sinto, mas agora isso tudo é lembrança, sentimento e saudade!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Complique
Complique cada dia mais... eu sempre digo que não sei mais o que fazer, mas, mesmo sabendo disso, cada dia mais parece que um novo poste foi colocado a beira da rua. Só vou conseguir atravessar a rua quando os carros pararem, mas isso vai depender do espaço, as vezes os postes podem cercá-la, dai, nem que eu queira será possível.
Não me diga o oposto, nada mais vai mudar meu sentimento de inutilidade. Chegou a hora de ser chato e perguntar... Contornar e tentar dar cambalhotas para você prestar atenção já foram métodos utilizados, agora chega, se eu quisesse fazer tudo isso e continuar sozinho no palco, teria ido a um circo, trabalhar de palhaço.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Olhe...
Se te pedisses, ó Lua, que ao menos me olhasse diferente...
Não sei, você só precisava entender isso,
ou talvez eu precisasse entender o contrário,
é preciso que eu te olhe diferente para você me olhar como eu quero?
Que pena, os olhares não se alteram como roupas!
Não sei, você só precisava entender isso,
ou talvez eu precisasse entender o contrário,
é preciso que eu te olhe diferente para você me olhar como eu quero?
Que pena, os olhares não se alteram como roupas!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Dorme de uma vez...
Acordo assustado, olho pela janela, pisco várias vezes,
toco o abajur, acendo, apago, acendo...
Noite estranha.
Acordo várias vezes,
te procuro, te rabisco,
te sinto,
te cheiro,
acordo várias vezes.
Procuro,
procuro acordado,
espero sonhando,
espero acordado em sonho,
como a vida de quem já se foi mas continua aqui.
Acordo assustado,
acordo estranho,
buscando você
que não existe mais,
ou que nunca existiu
talvez,
só para mim.
toco o abajur, acendo, apago, acendo...
Noite estranha.
Acordo várias vezes,
te procuro, te rabisco,
te sinto,
te cheiro,
acordo várias vezes.
Procuro,
procuro acordado,
espero sonhando,
espero acordado em sonho,
como a vida de quem já se foi mas continua aqui.
Acordo assustado,
acordo estranho,
buscando você
que não existe mais,
ou que nunca existiu
talvez,
só para mim.
domingo, 16 de outubro de 2011
Sacola de vida
Difícil foi ver seu nome em meu celular, após quase um mês dos acontecimentos. Difícil... li mais de uma vez para ter certeza se estava vendo aquilo mesmo, um nome que eu não esperava ligar e a voz que eu não esperava escutar tão breve, já que ela me remeteria a muitos acontecimentos que me causavam sensações que eu gostei de sentir. Estranho, o nome me levou até elas e, num segundo que eu esperei para ler mais uma vez, revivi 5 meses em um instante... Ligações, mensagens, apertos, "umbigos", mãos, boca, caixa de madeira a beira da cama com todos os meus bilhetes, uma foto nossa e todas os sonos cercados de carinhos e abraços.
Sim, foi difícil te atender mas, achei que seria muito mais difícil me deparar com uma sacola e todas os meus pertences dentro. Meus que antes também eram seus e que, por sinal, estavam na sua casa. Achei estranho e me senti um tanto quanto inseguro ao pegar a sacola... Achei que seria diferente mas, me deparei com o que não esperava: minha vida de volta. Receber minhas coisas foi como me ouvir falando: "agora nada mais me prende a você!"
Vamos, a vida ainda esta a minha frente me esperando....
Sim, foi difícil te atender mas, achei que seria muito mais difícil me deparar com uma sacola e todas os meus pertences dentro. Meus que antes também eram seus e que, por sinal, estavam na sua casa. Achei estranho e me senti um tanto quanto inseguro ao pegar a sacola... Achei que seria diferente mas, me deparei com o que não esperava: minha vida de volta. Receber minhas coisas foi como me ouvir falando: "agora nada mais me prende a você!"
Vamos, a vida ainda esta a minha frente me esperando....
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Complicado entender como os dias vão se alterando a ponto de não parecerem complementares. Algumas coisas saltam de si mesmo, tornando vasos floridos, casas habitáveis, árvores frutíferas. Estranho não? Principalmente quando se planta um jardim morto e, ao amanhecer, se pode observar mais vida do que morte nele
Amanheci com ar de vida num dia nublado. Recluso, porém, esbanjando a imensidão do mundo.
Complicado entender nosso funcionamento...
Amanheci com ar de vida num dia nublado. Recluso, porém, esbanjando a imensidão do mundo.
Complicado entender nosso funcionamento...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
E pode começar a ficar insuportável todas as vezes que nos encontrarmos, todas as vezes que você quiser me abraçar e eu não estiver ai, todas as vezes que eu me virar e não esbarrar em você na cama. Todas as vezes que eu quiser esfriar a minha mão em seu corpo gelado e meu lençol já estiver quente por causa do meu calor, todas as vezes que você quiser se esquentar e precisar de mais cobertas, pode ficar insuportável, insuportável ver que eu não posso mais ser visto ai, mas lembre-se... Tudo isso foi uma escolha sua! Boa noite...
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