Siga aqueles passos,
eles vão pela longa estrada sem fim...
Bem lá na frente existe um ser que carrega a escultura sacramentada,
o poder da verdade sobre a péble,
a força dos justos sobre os insanos.
Siga no caminho eterno,
ele te leva à jornada maravilhosa.
Dizem que no fim do túneo existe uma luz,
mas para mim, neste caminho não existia nem teto,
eu tinha certeza que caminhava sobre as flores coloridas do jardim puro.
Eu usava aquela veste,
e tinha certeza que ela teria o reflexo da minha vela,
que ela levaria comigo o doce perfume daquele jardim
e que nunca me diria: "Isso é um engano"
Ainda tento acreditar que meu sorriso era de verdade,
e que meus olhos nunca se encheram de lágrimas por esse motivo.
Tento me forçar a não olhar no espelho,
é difícil ver minha camisa de força,
ainda mais quando ela me segue por muitos anos mesmo que semi breve desamarrada.
Ela me atormenta nos sonhos,
me diz que tudo não passou de um efeito colateral
e que até ontem,
eu não era nada mais que um adicto.
Minhas lágrimas, eram pelo vício,
meu sorriso, pela alucinação,
as vozes, não eram de mentira,
e a minha meia, me prova que isso nunca deixou de ser verdade,
mesmo que hoje eu perceba que o "remédio" que me deram
não era pra me "concertar"!
quarta-feira, 24 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Lugar
Qual é o seu?
Quem nunca pensou,
talvez já seja a hora!
Quando se vinga a morte da amada,
e se fica entre a cruz e a espada,
talvez seja a hora de rever seu cavalo,
ou quem sabe, sua arma!
Quando se perde a luz,
e se fica "sem os olhos",
o momento é oportuno.
Quando soa o silêncio dos frios olhos que você não vê,
talvez ainda seja a chance de aquecer
o espaço que você quer pretender.
Quem nunca pensou,
talvez já seja a hora!
Quando se vinga a morte da amada,
e se fica entre a cruz e a espada,
talvez seja a hora de rever seu cavalo,
ou quem sabe, sua arma!
Quando se perde a luz,
e se fica "sem os olhos",
o momento é oportuno.
Quando soa o silêncio dos frios olhos que você não vê,
talvez ainda seja a chance de aquecer
o espaço que você quer pretender.
segunda-feira, 22 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Pedra 22
Forte,
fraca vida,
grande vida,
meia vida,
nada vida,
inteira vida,
meio termo.
Doce,
meio doce,
meia vida,
doce meia,
meio amarga,
meio azeda,
meia doce vida amarga.
Cor,
preto e branco,
doce encanto,
meio azedo,
doce enredo,
vida clara,
meia luz,
meia cruz,
meio céu,
meio véu,
forte fél.
Pra você não tem nexo!
fraca vida,
grande vida,
meia vida,
nada vida,
inteira vida,
meio termo.
Doce,
meio doce,
meia vida,
doce meia,
meio amarga,
meio azeda,
meia doce vida amarga.
Cor,
preto e branco,
doce encanto,
meio azedo,
doce enredo,
vida clara,
meia luz,
meia cruz,
meio céu,
meio véu,
forte fél.
Pra você não tem nexo!
domingo, 7 de março de 2010
Estrelas
"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
Antoine De Saint-Exupery, "O Pequeno Príncipe"
Antoine De Saint-Exupery, "O Pequeno Príncipe"
segunda-feira, 1 de março de 2010
Couraça
Eu a amolei várias vezes,
peguei-lhe com carinho,
e sem machucar, cortei seu pelo nos dias de verão,
sei que isso não lhe agradava,
mas nas noites frescas você queria me agradecer,
e eu adorava ter novas mantas com seu pelo.
Cuidei do seu couro,
e como cuidei,
sabia que ele era valioso,
e por isso eu nunca lhe fiz um corte sequer,
muito menos deixei que lhe ferissem
ou que lhe deixassem sem alimento.
Seu couro era o mais perfeito,
mais bem cuidado e macio,
com certeza seria uma ótima vestimenta.
Mas hoje acordei ouvindo vozes:
Enforquem-no,
arranquem-no os olhos,
puxem a corda sem dó;
e então abri os olhos sentindo uma pedrada na face,
era tudo muito escuro,
via minusculas frestas de luz que passavam pelo saco de tecido preto que cobria minha cabeça.
Ensacado,
tentei me movimentar e percebi que meus braços estavam imóveis,
e eu estava em pé sobre um chão oco,
senti a vibração das vozes nos meus pés descalços
e o seu cheiro muito familiar no pano de saco.
Puxaram a corda,
eu me lembrei de você,
o chão se abriu,
eu senti seu cheiro,
o saco que me cegava caiu,
e eu vi seu couro macio
na manta que me imobilizava o tronco.
Tudo foi escurecendo,
os presentes gritavam
e eu, com ódio, ouvia os gemidos da dor que você nunca sentiu
"doce ovelha cruel"
e sentia o aperto do couro que eu mesmo tratei.
peguei-lhe com carinho,
e sem machucar, cortei seu pelo nos dias de verão,
sei que isso não lhe agradava,
mas nas noites frescas você queria me agradecer,
e eu adorava ter novas mantas com seu pelo.
Cuidei do seu couro,
e como cuidei,
sabia que ele era valioso,
e por isso eu nunca lhe fiz um corte sequer,
muito menos deixei que lhe ferissem
ou que lhe deixassem sem alimento.
Seu couro era o mais perfeito,
mais bem cuidado e macio,
com certeza seria uma ótima vestimenta.
Mas hoje acordei ouvindo vozes:
Enforquem-no,
arranquem-no os olhos,
puxem a corda sem dó;
e então abri os olhos sentindo uma pedrada na face,
era tudo muito escuro,
via minusculas frestas de luz que passavam pelo saco de tecido preto que cobria minha cabeça.
Ensacado,
tentei me movimentar e percebi que meus braços estavam imóveis,
e eu estava em pé sobre um chão oco,
senti a vibração das vozes nos meus pés descalços
e o seu cheiro muito familiar no pano de saco.
Puxaram a corda,
eu me lembrei de você,
o chão se abriu,
eu senti seu cheiro,
o saco que me cegava caiu,
e eu vi seu couro macio
na manta que me imobilizava o tronco.
Tudo foi escurecendo,
os presentes gritavam
e eu, com ódio, ouvia os gemidos da dor que você nunca sentiu
"doce ovelha cruel"
e sentia o aperto do couro que eu mesmo tratei.
Assinar:
Postagens (Atom)