Qual o sentido?
Que os dias tenham sol e depois se tornem escuros,
assim como os olhos que por um período se abrem para depois fechar por horas.
Qual é a lógica do ferro que dilata quando no calor?
O que tem de bom em fazer cortes na perna para ver o sangue? Em ingerir para ter que eliminar?
Qual o sentido?
Por que o bem tem que ter o mal, e o bom tem que ter o ruim?
Respostas simples sempre são soletradas, porém ninguém nunca soube me explicar, por que algumas coisas são tão boas que podem fazer doer, e por que alguns sentimentos são tão intensos que nos podem fazer sofrer.
Não sei,
apenas me parece que a vida é uma constante distanasia.
E que no fim, tudo terminara como começou, no nada.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Luta vã
Se pudesse falar com a lua, diria que preciso de força.
Já lutei contra muitas coisas e digamos que insisti, mesmo nas lutas em que fui derrotado.
Lutei contra milagres, dores, alegrias, tristezas, choros, medos, apegos, temores, sorrisos. Lutei contra vidas mal amadas, contra feridas mal curadas, chuvas, curvas e águas turvas.
Já canalizei a água da chuva e criei imensos lagos, já tentei dobrar um rio, e encurtar uma cachoeira. Lutei contra formigueiros, vaga lumes, guerras de barro e até mesmo contra seres surreais. Inventei guerras de bexiga, travesseiro e toalha. Encurtei longos canudos, comi os inimigos de marshmallow, já devorei as frutas que lutavam contra minha fome e já matei animais que invadiram minha casa.
Lutei contra falsos profetas, contra falsos amigos, falsos queridos. Contra miguezeiros, contra interesseiras, contra atormentadoras. Lutei contra o desejo dos outros, contra o meu desejo, contra minhas vontades, contra minhas verdades e até contra meu corpo. Fiz de mim um campo de guerra...
A cada dia uma luta nova é proposta, e eu aceito, mesmo esperando perder.
Me jogo de cabeça, descrevendo inimigos, conhecendo os atritos, enfiando o corpo inteiro e faria muita coisa de novo, enfrentaria as mesmas batalhas, e talvez ganhasse algumas perdidas e perdesse algumas vencidas.
Mas hoje eu me rendo a uma luta em particular, me recuso a enfrentá-la:
Posso lutar contra tudo, mas não contra o amor.
Desculpa.
Já lutei contra muitas coisas e digamos que insisti, mesmo nas lutas em que fui derrotado.
Lutei contra milagres, dores, alegrias, tristezas, choros, medos, apegos, temores, sorrisos. Lutei contra vidas mal amadas, contra feridas mal curadas, chuvas, curvas e águas turvas.
Já canalizei a água da chuva e criei imensos lagos, já tentei dobrar um rio, e encurtar uma cachoeira. Lutei contra formigueiros, vaga lumes, guerras de barro e até mesmo contra seres surreais. Inventei guerras de bexiga, travesseiro e toalha. Encurtei longos canudos, comi os inimigos de marshmallow, já devorei as frutas que lutavam contra minha fome e já matei animais que invadiram minha casa.
Lutei contra falsos profetas, contra falsos amigos, falsos queridos. Contra miguezeiros, contra interesseiras, contra atormentadoras. Lutei contra o desejo dos outros, contra o meu desejo, contra minhas vontades, contra minhas verdades e até contra meu corpo. Fiz de mim um campo de guerra...
A cada dia uma luta nova é proposta, e eu aceito, mesmo esperando perder.
Me jogo de cabeça, descrevendo inimigos, conhecendo os atritos, enfiando o corpo inteiro e faria muita coisa de novo, enfrentaria as mesmas batalhas, e talvez ganhasse algumas perdidas e perdesse algumas vencidas.
Mas hoje eu me rendo a uma luta em particular, me recuso a enfrentá-la:
Posso lutar contra tudo, mas não contra o amor.
Desculpa.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Cruzado invertido
As sensações dos dias e das noites, vão se cruzando com as que passam pelo meu corpo, transformando-me em mais que um simples pedaço de carne, agora um sente-dor.
E as tristezas que antes eu queria que se tornassem cores de alegria, agora quero que sejam como são, e que me façam conhecer também as descobertas dos novos outros sentires.
E as tristezas que antes eu queria que se tornassem cores de alegria, agora quero que sejam como são, e que me façam conhecer também as descobertas dos novos outros sentires.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Orra desejo! rs
As nuvens encobriram o dia, e deixaram-no escuro,
lembrei que antes de dormir eu apago a luz,
desejei o dia inteiro que a noite chegasse logo e eu pudesse enfim
abraçar meu cobertor encostado ao meu travesseiro.
A noite chegou e eu fiquei aqui, sem sono! Merda! rs
lembrei que antes de dormir eu apago a luz,
desejei o dia inteiro que a noite chegasse logo e eu pudesse enfim
abraçar meu cobertor encostado ao meu travesseiro.
A noite chegou e eu fiquei aqui, sem sono! Merda! rs
Carta 3
Queridos,
Tenho vindo aqui como iludido, deixado meus escritos implícitos sobre pessoas as quais não vos quero revelar. Tenho vindo aqui e dito que sofro, que sinto a dor de amores inacabados, de paixões não resolvidas e de sentimentos inesperados. Tenho me debruçado frente a estas letras, como me deleito frente a mim mesmo, deixando nebulosos vossos olhares, tentando tornar claro os meus. Para que me entendam, é preciso viver da minha dor, e talvez isto seja complicado. Não torno possível que muita gente entre em meu mundo, mas sei que todos sabem o que se passa pelos meus caminhares.
Velejei por entre mares assombrados e hoje estou aqui, frente aos monstros que me aterrorizaram. Carrego comigo uma vela, que pouco ilumina, mas que esta servindo para clarear a escuridão que minha iluminação elétrica não me possibilitava. Não digo que hoje viva sem fantasmas, mas digo que estou andando com eles. Apenas não tento esconder meus olhos quando os sinto.
Não quero lamentar mais, pois quem esmola pede, esmola tem, quero ao menos ser sincero com meus sentimentos (sejam dolorosos ou não), sendo insano com os que não querem acreditar.
Já diziam muitos que os caminhos tortuosos levam à salvação (e entendam esta como quiserem). Digo que estou no caminho que me julgo ser reto, digno e leal, porém isso diz respeito apenas a mim. Muitos já fizeram o que podiam para me salvar pelos pontos que acreditam (agradeço por isso), mas eu repito, estou caminhando rumo à minha (apenas minha) salvação. Egoísta ou não, entendam-me como acharem ser leais a seus modos de ver.
Para que me esquartejem os que não acham digna a lealdade de um ser consigo, espero ao menos que terminem de ler isto, para que não falem mal de mim sem antes me questionar sobre os pontos que querem. Não estou preparado para responder muitas coisas, e tenho certeza que nunca vou estar, pois conheci os caminhos da mentira e da verdade, porém escolhi seguir o que nenhum deles me apresentou ou soube responder:
"Entre todos os caminhos que eu podia escolher, decidi pelo que tinha menos pegadas".
Que me entendam os que a mim querem bem, caso contrário, sigam seus caminhos pisoteados.
Tenho vindo aqui como iludido, deixado meus escritos implícitos sobre pessoas as quais não vos quero revelar. Tenho vindo aqui e dito que sofro, que sinto a dor de amores inacabados, de paixões não resolvidas e de sentimentos inesperados. Tenho me debruçado frente a estas letras, como me deleito frente a mim mesmo, deixando nebulosos vossos olhares, tentando tornar claro os meus. Para que me entendam, é preciso viver da minha dor, e talvez isto seja complicado. Não torno possível que muita gente entre em meu mundo, mas sei que todos sabem o que se passa pelos meus caminhares.
Velejei por entre mares assombrados e hoje estou aqui, frente aos monstros que me aterrorizaram. Carrego comigo uma vela, que pouco ilumina, mas que esta servindo para clarear a escuridão que minha iluminação elétrica não me possibilitava. Não digo que hoje viva sem fantasmas, mas digo que estou andando com eles. Apenas não tento esconder meus olhos quando os sinto.
Não quero lamentar mais, pois quem esmola pede, esmola tem, quero ao menos ser sincero com meus sentimentos (sejam dolorosos ou não), sendo insano com os que não querem acreditar.
Já diziam muitos que os caminhos tortuosos levam à salvação (e entendam esta como quiserem). Digo que estou no caminho que me julgo ser reto, digno e leal, porém isso diz respeito apenas a mim. Muitos já fizeram o que podiam para me salvar pelos pontos que acreditam (agradeço por isso), mas eu repito, estou caminhando rumo à minha (apenas minha) salvação. Egoísta ou não, entendam-me como acharem ser leais a seus modos de ver.
Para que me esquartejem os que não acham digna a lealdade de um ser consigo, espero ao menos que terminem de ler isto, para que não falem mal de mim sem antes me questionar sobre os pontos que querem. Não estou preparado para responder muitas coisas, e tenho certeza que nunca vou estar, pois conheci os caminhos da mentira e da verdade, porém escolhi seguir o que nenhum deles me apresentou ou soube responder:
"Entre todos os caminhos que eu podia escolher, decidi pelo que tinha menos pegadas".
Que me entendam os que a mim querem bem, caso contrário, sigam seus caminhos pisoteados.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
De frente
E a gente pensa que vai fugindo,
cada dia mais,
tentando esquecer a dor,
o medo,
a culpa,
e quando percebe,
esta de cara com sua estátua,
ainda carregado de culpa,
dor e tristeza,
porém, o mais perto que poderia estar de você!
cada dia mais,
tentando esquecer a dor,
o medo,
a culpa,
e quando percebe,
esta de cara com sua estátua,
ainda carregado de culpa,
dor e tristeza,
porém, o mais perto que poderia estar de você!
Trocando as palavras
Eu digo que não sinto
e te olho como se odiasse,
te desejo bem longe
assim como o rancor
e não quero que digas "alô"
pois sentirei aquele frio que nunca senti,
e desejarei que você morra logo.
e te olho como se odiasse,
te desejo bem longe
assim como o rancor
e não quero que digas "alô"
pois sentirei aquele frio que nunca senti,
e desejarei que você morra logo.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Em dias de chuva eu continuo a te procurar, insistindo em ver-te, mesmo sabendo que não a encontrarei.
Ó amada lua, quis eu te ter em meus braços, como os amantes da noite buscam as donzelas em apuros. Quis eu te roubar beijos doces envolvidos por seus lábios sedosos, e veja onde estou, perdido de tristeza entre os molhados escarros que destes à mim.
Se ainda não fui digno de ter-te, é porque não estas pronta para dar-me o que preciso de ti.
Revogo meus sentimentos, e digo-te: "estou aqui como herói, pois fui capaz de encontrar-me mesmo entre as nuvens turvas dos seus olhares".
Ó amada lua, quis eu te ter em meus braços, como os amantes da noite buscam as donzelas em apuros. Quis eu te roubar beijos doces envolvidos por seus lábios sedosos, e veja onde estou, perdido de tristeza entre os molhados escarros que destes à mim.
Se ainda não fui digno de ter-te, é porque não estas pronta para dar-me o que preciso de ti.
Revogo meus sentimentos, e digo-te: "estou aqui como herói, pois fui capaz de encontrar-me mesmo entre as nuvens turvas dos seus olhares".
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