domingo, 25 de julho de 2010

Para mim, sempre foi difícil escolher entre as coisas, já fiquei horas frente a uma vitrine tentando escolher o doce que queria comer, mas os tempos vão passando, as situações vão mudando,
e hoje eu só queria ter uma vitrine e poder escolher um dos doces sem medo de errar...

(Já declarei minha dúvida e meu medo, agora preciso me deitar sobre as mãos, me cobrir até as orelhas e tentar dormir. Boa noite!)

Pra que?

Te procurei no dia errado,
nem contigo falei,
mas fui no lugar que queria te encontrar.

Queria algo desprevinido,
um encontro surpresa,
pra podermos conversar sem medo do que fosse acontecer.

Você ja havia tentado isso,
mas eu me neguei a acreditar.
Ontem me interroguei se estava pensando ou sentindo
e hoje te procurei querendo sentir e olhar nos seus olhos,
mas nada.

Lugar lotado, casa cheia,
musica alta, bebida.
Musica bem alta, bebida.
Dança sem graça, bebida.
Olhos a busca, água.
Nada de você, mais água.
Medo de te encontrar, água.
Queria te ligar, peguei a chave e vim embora.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dor da dúvida

Não quero escrever as coisas que estão vindo à minha cabeça,
parece que o medo me tomou o peito e me fez sentir a dor de estar sujeito ao que vem de fora e que pode marcar por dentro.
Parece que me abri um dia e agora estou tendo que tomar os remédios pra esconder aqueles que embrulham minha cabeça e me doem o estômago, pensamentos fortes que me eriçam os pelos e me mordem a boca.
Pensamentos meus que me levam a ti, mas me fazem infeliz quando sorri...
Dores que levam a vida de te desejar, com a vontade de te acariciar, com o desejo de perder o gosto e talvez desejar tê-lo de novo,
acho que quero aquele toque singelo, o olhar sincero, o sorriso besta,
mas talvez seja por tentar estar, e querer ouvir o que alguém não quiz me falar, talvez eu só queira outra voz que me diga "bem" com um gosto novo e não me de desgosto por tentar estar e não conseguir "vingar".
Eu reguei a flor que desbotou, e estou em dúvida do que fazer,
não sei se troco de terra ou se troco de água?
Meu medo é sincero e me torce a vida, as raizes, as feridas,
não sei se aguento o barranco, talvez eu fique nesse canto, e morra de sentir dor.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

E ela nunca para de girar, como se nada tivesse acontecido, como se nenhum caco tivesse ficando para trás. Ela gira, esquecendo das dores, dos poços, das caldas, das mágicas, das feridas, e vai deixando tudo para trás...
Pena minha ter que recolher cada pedaço, um a um, e colocar no buraco do tempo. Neste meio espaço todas estas migalhas passam pela minha mão, fazendo parte de mim, deixando-me resquícios da existência de um tempo que esta ficando para trás enquanto se torna novo. Cada instante com sua pureza, e cada caco com a sua dureza.
Cada corte que me faz na mão, são marcas que ficam sem podem girar, e que quando a lua se vai, ficam para que o sol veja.. e enquanto isso a Terra gira, me deixando com as marcas que ela não sente, com os cortes que o sol faz brilhar, que a lua tenta apagar, mas que eu sempre vejo.
E ela continua a girar...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Viagem ao amor

Se eu disser que não te conheço, estaria sendo mentiroso;
Se eu disser que não te sinto, estaria sendo hipócrita;
Se eu disser que só te vi pela rua, estaria engolindo meu choro a seco;
Se eu disser que seu cheiro é incomodo, estaria me fingindo de morto;
Se eu disser que meu sangue não corre mais, é porque eu estou precisando de você de novo.

Se eu disser que meu coração não bate mais, é porque eu quase morri,
mas encontrei tempo de escrever pra você!