E ela nunca para de girar, como se nada tivesse acontecido, como se nenhum caco tivesse ficando para trás. Ela gira, esquecendo das dores, dos poços, das caldas, das mágicas, das feridas, e vai deixando tudo para trás...
Pena minha ter que recolher cada pedaço, um a um, e colocar no buraco do tempo. Neste meio espaço todas estas migalhas passam pela minha mão, fazendo parte de mim, deixando-me resquícios da existência de um tempo que esta ficando para trás enquanto se torna novo. Cada instante com sua pureza, e cada caco com a sua dureza.
Cada corte que me faz na mão, são marcas que ficam sem podem girar, e que quando a lua se vai, ficam para que o sol veja.. e enquanto isso a Terra gira, me deixando com as marcas que ela não sente, com os cortes que o sol faz brilhar, que a lua tenta apagar, mas que eu sempre vejo.
E ela continua a girar...
Padrinho lindo... mto bonito!
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