sábado, 26 de março de 2011
Dor de fim
O dilema gira mais em torno de mim, do que de você! Nunca quis ver a tristeza brotar em seus olhos, e talvez por isso tenha me contorcido tanto na noite que passou, tentando colocar no lugar os pensamentos e os sentimentos, tentando entender o por que do que eu queria fazer e tendo consciência do que eu estaria fazendo. Não causei dor só à você, meu peito também se entristece. Dói saber que não se tem mais alguém a quem se quer bem ao lado. Dói saber que se fez o que devia, livrando a consciência de dor futura, mas causando solidão e desconforto ao coração. Desculpe, eu precisava fazer isso, não conseguiria enganar-me e causar mais dor à você, sem depois me entregar ao triste fim de uma vida desgraçada. Desculpe, eu sei que esta doendo, mas não dói só em você! E antes doer agora, ser de verdade e valioso, do que doer depois por crueldade e falta de respeito...
Histeria
"Mesmo quando ele consegue o que ele quis
Quando tem já não quer
Acha alguma coisa nova na tv
O que não pode ter
Deixa de gostar
Larga a mão do que ele já tem
Passa então a amar
Tudo aquilo que não ganhou"
Quando tem já não quer
Acha alguma coisa nova na tv
O que não pode ter
Deixa de gostar
Larga a mão do que ele já tem
Passa então a amar
Tudo aquilo que não ganhou"
(Um Par - Los Hermanos)
quinta-feira, 24 de março de 2011
E da ilusão veio a luz.
Foi como se destruissem minha escultura de mármore, eu tive que catar pedaços, migalhas e lascas, e estou aqui com todos, frente a mim, sem sentido algum.
Eu vi a destruição de minha fortaleza, e agora não quero construí-la novamente, uma obra de arte deve ser mantida viva, mas talvez uma ilusão, deva ser mantida destruída, mesmo que a vontade de construí-la novamente seja muito grande.
Eu percebi que nunca te quis por quem é, sempre te planejei outra, sempre planejei alguém que nunca existiu. Você nunca foi você de verdade, e eu nunca te deixei ser, e talvez por isso sempre me estive tão irreal perante você, como quem nunca existiu, pois afinal, era com alguém ilusório que eu convivia.
Te inventei nas minhas crenças, e te quis como nunca desejei ninguém, mas a estatua desfez-se e agora, só me restou as lascas e eu.
Cruel, doído, sim, mas talvez muito mais verdadeiro.
Ainda estou com medo de te encontrar, e talvez este seja um ponto importante.
Te culpei por meus desgostos, e agora, só tenho que culpar a mim, por não acreditar que seria capaz, e por não acreditar que viveria sem você!
Perdi tudo que construí, e agora só me resta meus cacos.
Foi como se destruissem minha escultura de mármore, eu tive que catar pedaços, migalhas e lascas, e estou aqui com todos, frente a mim, sem sentido algum.
Eu vi a destruição de minha fortaleza, e agora não quero construí-la novamente, uma obra de arte deve ser mantida viva, mas talvez uma ilusão, deva ser mantida destruída, mesmo que a vontade de construí-la novamente seja muito grande.
Eu percebi que nunca te quis por quem é, sempre te planejei outra, sempre planejei alguém que nunca existiu. Você nunca foi você de verdade, e eu nunca te deixei ser, e talvez por isso sempre me estive tão irreal perante você, como quem nunca existiu, pois afinal, era com alguém ilusório que eu convivia.
Te inventei nas minhas crenças, e te quis como nunca desejei ninguém, mas a estatua desfez-se e agora, só me restou as lascas e eu.
Cruel, doído, sim, mas talvez muito mais verdadeiro.
Ainda estou com medo de te encontrar, e talvez este seja um ponto importante.
Te culpei por meus desgostos, e agora, só tenho que culpar a mim, por não acreditar que seria capaz, e por não acreditar que viveria sem você!
Perdi tudo que construí, e agora só me resta meus cacos.
terça-feira, 22 de março de 2011
Infeliz
E você esta sempre ausente, até que exista uma possibilidade, pequena que seja, de eu ser feliz. Daí você reaparece.
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