quinta-feira, 24 de março de 2011

E da ilusão veio a luz.
Foi como se destruissem minha escultura de mármore, eu tive que catar pedaços, migalhas e lascas, e estou aqui com todos, frente a mim, sem sentido algum.
Eu vi a destruição de minha fortaleza, e agora não quero construí-la novamente, uma obra de arte deve ser mantida viva, mas talvez uma ilusão, deva ser mantida destruída, mesmo que a vontade de construí-la novamente seja muito grande.
Eu percebi que nunca te quis por quem é, sempre te planejei outra, sempre planejei alguém que nunca existiu. Você nunca foi você de verdade, e eu nunca te deixei ser, e talvez por isso sempre me estive tão irreal perante você, como quem nunca existiu, pois afinal, era com alguém ilusório que eu convivia.
Te inventei nas minhas crenças, e te quis como nunca desejei ninguém, mas a estatua desfez-se e agora, só me restou as lascas e eu.
Cruel, doído, sim, mas talvez muito mais verdadeiro.
Ainda estou com medo de te encontrar, e talvez este seja um ponto importante.
Te culpei por meus desgostos, e agora, só tenho que culpar a mim, por não acreditar que seria capaz, e por não acreditar que viveria sem você!
Perdi tudo que construí, e agora só me resta meus cacos.

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