domingo, 27 de maio de 2012

Há tempos não te escrevo,
há tempos não me escrevo,
há tempos só me falo,
há tempos só me escuto,
há tempos,
tempos,
há...


domingo, 13 de maio de 2012

“A saudade é bonita só na poesia. Na vida real ela arde.”
(Clarissa Corrêa)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Me dei um tapa

Me reencontrei em mim falando de você, e me re-senti em mim falando de outro. Me abstive da sua dor e senti a antiga para poder elaborar a nova e entender a velha, para poder abrir o peito e seguir adiante. Não sem errar, mas entendendo.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O veneno amargo do café ainda recosta meus lábios como o seu "não" ao meu ouvido. A diferença é que, mesmo estando a vida amarga, o veneno do café ainda me agrada, já o seu "não", mesmo trazendo lembranças boas do doce da sua voz, ainda me fere.

domingo, 6 de maio de 2012

"(...)
      Oh! oui! le Temps a reparu; le Temps régne en souverain maintenant; et avec le hidrex vieillard est revenu tout son démoniaque corège de Souvenirs, de Regrets, de Spasmes, de Peurs, d'Angoisses, de Cauchemars, de Colères et de Névroses.
(...)"
[La chambre double - Charles Baudelaire]

terça-feira, 1 de maio de 2012

Enquanto eu futuco as minhas lembranças...

Abram alas

O carnaval acabou, segue agora a dor de um folião infeliz. Sem confetes ou serpentinas, sem trono ou reinado, sem trinca, sem flecha. Sem medo de mostrar a face ele caminha sem máscara ao encontro da ala que passou. Triste e infeliz, triste e solitário. Escolheu estar assim, escolheu desejar o que não tem. Será que escolheu ou não pode evitar desejar? Triste e pleno, sereno medo de se desprender de seus retalhos... Vaga como se a música tivesse sido carregada pelo vento para distante de seus ouvidos, vaga em direção a boca que quer encontrar lembrando dos olhos que não consegue mais avistar.
Triste ele vai, caminhando com a máscara nas mãos. Pena que o carnaval passou, pena que os confetes já caíram... Pena, triste pena...