O carnaval acabou, segue agora a dor de um folião infeliz. Sem confetes ou serpentinas, sem trono ou reinado, sem trinca, sem flecha. Sem medo de mostrar a face ele caminha sem máscara ao encontro da ala que passou. Triste e infeliz, triste e solitário. Escolheu estar assim, escolheu desejar o que não tem. Será que escolheu ou não pode evitar desejar? Triste e pleno, sereno medo de se desprender de seus retalhos... Vaga como se a música tivesse sido carregada pelo vento para distante de seus ouvidos, vaga em direção a boca que quer encontrar lembrando dos olhos que não consegue mais avistar.
Triste ele vai, caminhando com a máscara nas mãos. Pena que o carnaval passou, pena que os confetes já caíram... Pena, triste pena...
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