A vida seguirá,
seguirá meio atormentada,
meio contida,
meio azucrinada.
Seguirá,
cheia de tormento,
meio desconfortante,
cheia de falhas.
Tem que seguir...
A vida seguirá,
sem teu cheiro,
sem teu pelo,
sem você.
Seguirá,
talvez triste,
talvez incolor,
mas seguirá.
Sem obras belas,
sem belas obras,
sem belas estrelas,
sem belos horizontes,
mas seguirá.
Tem que seguir...
Segue,
mas segue insana.
A vida seguirá,
ou melhor,
ela tem que seguir,
cheia tem meio com sem talvez,
mas seguirá.
sábado, 28 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
...
"Aquilo que me falta, aqui não me faz falta, quando você falta, falta." [¿FALTA? - Fábio Brinholli]
domingo, 22 de julho de 2012
Príncipe de merda
Príncipes talvez existam sim, da mesma forma que existem monstros e bandidos.
Eles normalmente chegam num cavalo branco, lindos e perfumados, carregados de certeza, com olhares firmes e convincentes. Nada faltante, seres completos e sublimes, quase irreais.
Eles talvez existam, quando vistos de longe. Aqui do mundo real, eles vivem em castelos belos, cercados por guardas, sem falhas, sem defeitos, sem erros.
Eles nada mais são do que justos.
Eles nada mais podem ser se não perfeitos.
Perfeitos de qualquer ângulo, perfeitos e caretas.
Príncipes vivem em castelos distantes;
Príncipes vivem em mundos distantes;
Príncipes são distantes, não saem de suas torres;
Príncipes...
Talvez eles existam sim, mas me parece que eles só servem para ficar de enfeite em cúpulas de vidro.
Eles normalmente chegam num cavalo branco, lindos e perfumados, carregados de certeza, com olhares firmes e convincentes. Nada faltante, seres completos e sublimes, quase irreais.
Eles talvez existam, quando vistos de longe. Aqui do mundo real, eles vivem em castelos belos, cercados por guardas, sem falhas, sem defeitos, sem erros.
Eles nada mais são do que justos.
Eles nada mais podem ser se não perfeitos.
Perfeitos de qualquer ângulo, perfeitos e caretas.
Príncipes vivem em castelos distantes;
Príncipes vivem em mundos distantes;
Príncipes são distantes, não saem de suas torres;
Príncipes...
Talvez eles existam sim, mas me parece que eles só servem para ficar de enfeite em cúpulas de vidro.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Entre todos estes desencontros, me vejo desejando partes de pessoas que passaram por aqui, partes do que são e partes do que fazem, partes, apenas partes, mas nenhuma delas por inteiro. Será que me falta um pedaço, ou será que eu ainda não sou totalmente meu a ponto de poder desejar um outro ser inteiramente?
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Arranhado
E nesse desejo inconstante de desejar, me vejo caminhando incessantemente, de um lado para o outro, esperando que o sapato gaste e que eu então não consiga mais andar.
Me vejo perdido nas ruas, em busca dos pelos que arranquei e lancei ao vento; perdido, em busca de detalhes, meros, esquecidos, de pedaços retalhos de expressões sutis. Em busca de um eu estranho que já se foi há tempos, e que hoje me pede pra voltar.
Caminho na contra mão do sentir, buscando petrificar a sensação do bem estar eterno, da felicidade inacabável, da constância inabalável, do sorriso mantido, do cabelo desarrumado, do olhar fixo e do beijo findado.
Fico inquieto...
Me pego entrelaçando os dedos, não como uma prece, mas como uma tentativa de arrancar de mim, através da pele do dedo, aquilo que eu não queria desejar.
Me encontro arranhado de mim, com as minhas próprias unhas, machucado, não por desejar sofrer, mas por dor mesmo.
Me vejo perdido nas ruas, em busca dos pelos que arranquei e lancei ao vento; perdido, em busca de detalhes, meros, esquecidos, de pedaços retalhos de expressões sutis. Em busca de um eu estranho que já se foi há tempos, e que hoje me pede pra voltar.
Caminho na contra mão do sentir, buscando petrificar a sensação do bem estar eterno, da felicidade inacabável, da constância inabalável, do sorriso mantido, do cabelo desarrumado, do olhar fixo e do beijo findado.
Fico inquieto...
Me pego entrelaçando os dedos, não como uma prece, mas como uma tentativa de arrancar de mim, através da pele do dedo, aquilo que eu não queria desejar.
Me encontro arranhado de mim, com as minhas próprias unhas, machucado, não por desejar sofrer, mas por dor mesmo.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
WHY?
E então você constrói novamente tudo aquilo que quis destruir, constrói com cuidado, fingindo que não sabe o que pode acontecer. Você sabe, afinal foi você quem construiu. E o que você quer com isso, de novo?
quarta-feira, 4 de julho de 2012
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