E por entre as minhas portas nada familiares, encontrei mais medo do que esperava.
Levar os monstros todos para um cômodo até que pode parecer fácil, porém, caminhar com eles, não é nada do que parece.
Entre tantas opções, minha cabeça não para de girar por entre as maçanetas. Entre todas essas revoluções, meu coração não para de me assustar.
Não tenho todas as chaves, mas ando tentando abrir porta a porta com calma e muita prudência. Mesmo assim, não estou tão confortável como sempre presei.
Entre as dores do partir, todos olham para seus umbigos dizendo o que deveria ou não fazer, mas ninguém para pra me ouvir e ver... Os anos se passaram, eu sinto de verdade, não sou robô, e meu coração pulsa. Os fios de meu cabelo já não são amarelados e o liso virou onda.
As portas vão continuar me cercando, e isso é óbvio, porém talvez eu tenha mais propriedade para abri-las com segurança, com menos temor, e com mais certeza.
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