quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bafo desabafo

Queria te dizer muitas coisas, mas nunca sei por onde começar! Nem mesmo sei se seria cabível, mas se aqui estou, por que não arriscar?
Seria melhor um início simples com palavras legíveis, mas quanto mais a vontade eu me sentir, melhor será para reconhecer o que queria dizer e não consigo na verba.
Hoje eu precisava de você, precisa de um sorriso que fosse meu, um abraço que fosse meu...
Me recostei num corpo quente esperando afago, obtive por um tempo, meus olhos se molharam, mas não consigui descobrir a profundida do buraco. Não consegui deixar escorrer, ainda me prendo a palavra forte e quando me lembro que ela existe, recorro a palavra medo, que para mim nunca foi aceitável.
Nunca tive a sensação de pular de um prédio, mas talvez seja mais ou menos isso: a tensão da solidão, o peso da sua cabeça e a ansiedade para se livrar de algo que te incomoda. Não, mas acho que mesmo assim não é tão similar, nesta situação ainda existe algo incomum, algo que só quem pula tem, uma experiência só dele!
Queria ter algo só meu, mas nem minha crítica é mais só minha, hoje descobri que me igualo a você, e por isso sua falha é tão mais forte para mim. Me apego ao carinho que tenho pelos outros, e isso mesmo assim não é apenas meu, pois o carinho é dos outros. Ainda fico em dívida comigo.
Não entendo mais nada e gostaria muito de poder compartilhar com você a verdade,
Mas estou muito confuso e neste momento acho que só preciso ter um ombro que seja só meu!

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