sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sintomático

Conte-me aquilo que pensa,
Não escolha a hora, nem o local,
apenas conte-me.

Abra sua caixa, e mostre-me as fotos do passado,
as imagens que te guardam sem papel
sem tamanho nem margem,
fale sobre os acontecimentos, dos momentos das lembranças,
das dores e sentimentos
das vestes e das flores.

Lembre-se que com o passar do tempo
tudo começa a manchar.

Então, conte-me antes que manche,
deixe-me saber das verdades que te escondem das manchas
e dos falsos remédios que te escondem da vida.

Conte-me sobre teus segredos nefastos,
melancólicos, ilegais,
Sobre os "podres"
os "santos"
os "irreais".

Invente-me histórias trocadas,
parábolas cantadas
ou até mesmo frases irregulares.

Mas conte-me,
conte-me tudo aquilo que te esconde.

Pois só me falta saber pela tua boca,
tudo aquilo que teu corpo já me contou.

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