quarta-feira, 7 de abril de 2010

Medo

Já era hora de saber o que eu penso de você,
sinto frio ao lembrar dos seus olhos, suas mãos, seus sopros, seus sussurros.
Sinto pena de mim por fugir tanto assim de algo que parece não ter fim.

Primeiro o escuro, depois a solidão,
agora as aranhas.
O que fazer então, quando se tem a impressão de que tudo vai te cercar com aquilo que te faz agir em vão?

Escondo minhas mãos e pés,
travesseiro e coberta, o que seria de minhas noites sem vocês?

Vêm perguntas, palavras, musicas, sons, imagens... tudo que possibilita a cena.
Muito frio, vento forte, uma grande teia, o escuro, um grande escuro, e a solidão!

Venha aranha, hoje eu tirei na sorte a sua presença,
decidi escolher dois a um, e ganhei no jogo.
Minhas pedras são invisíveis, e meus olhos passam pela escuridão,
escuto seus passos frios e sinto a tensão,
mas não vou correr,
vou descobrir meus pés e mãos, vou te esperar acordado,
pra te dizer as verdades do medo que sinto,
e te esmagar com a fidedignidade do meu temor.

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