Depois daquilo tudo,
me pergunto de quem é a culpa
que fica no meu ser,
dizendo adeus a alegria de te ver bem
pensando que talvez fosse melhor
se a ferida a mim tivesse atingido
e o osso da fratura fosse então meu.
Sei que seria difícil que apenas eu tivesse passado por isso;
não teria como cair sem levar comigo você,
mas era o que eu preferia.
Sinto culpa por ter deixado que acontecesse,
mesmo sabendo que não foi minha culpa - a minha,
mesmo sabendo que eu estava certo
e que talvez nada que eu fizesse poderia evitar,
apenas o acaso,
que a partir de agora
estou engolindo rispidamente.
Queria ter uma ferida aberta pra mostrar,
mas só tenho a hemorragia de uma culpa que existe a tempos
que se tornou viva novamente quando te vi na rua,
quando senti seu joelho inchado
e quando te vi chorando de dor.
Parece injusto dizer isso,
talvez insensível da minha parte,
mas você me conhece e sabe a profundida do que te digo aqui:
Seria mais fácil pra mim
sentir a dor da minha carne correndo pelo asfalto
do que a dor da culpa que estava quieta até então,
mas que há anos estava em mim,
coberta com uma gaze aberta,
mas que Segunda jorrou sangue,
e mesmo não aparecendo pros outros,
me fez chorar por dentro,
beber muita água pra ver se o sal das lágrimas
se misturavam com a insípida deglutição da água,
chegando ao meu estômago mais suavemente,
não me permitindo notá-la.
Talvez o sangue que aqui já secou,
virou uma casca fraca,
e agora eu cutuquei...
tentei soprar respirando fundo,
entender que não fui eu quem te jogou no chão,
mesmo sentindo como se fosse.
Desculpa por isso,
eu não quis...
eu não planejei...
não era pra ser assim...
não fazia parte da minha lógica,
não fazia parte do meu pensamento,
mas agora faz parte do meu sentir...
e dói!
Uiiii
ResponderExcluirvocê ja me tirou tantas vezes do chão. E nessa vez que caí (e NÃO foi culpa sua), você é quem estava lá, mais uma vez a meu lado. Obrigada, te amo - meu irmão - sempre
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