quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um do cotidiano

Saí do quarto para te ligar,

Você atendeu com sua voz única e eu perguntei quem era,
A resposta era óbvia e a que eu gostaria de ouvir,
Então perguntei como você estava,
Você afirmou estar bem, e me perguntou como eu estava,
Respondi que estava bem,
Mas estava com saudade, sentindo falta da sua companhia,
Da sua voz, do seu abraço,
E então você fez um silêncio por alguns segundos,
Sua respiração ofegou,
E então você respondeu,
Que bom você ter falado isso, eu também estou sentindo sua falta,
Queria te falar isso, mas estava com medo da sua impressão sobre mim,
Lhe disse que não, que ficarei sempre muito feliz em te atender e te ouvir,
Você me contou que esta tendo alguns problemas,
Eu ouvi, caladamente, fiz algumas perguntas sobre o assunto
Você respondeu sobre seus problemas
E disse que seria legal se nos encontrássemos para ficarmos conversando,
Eu concordei, levei alguns pães,
Tomamos um café,
Rimos a tarde toda, e eu voltei embora...


Cheguei à sala,
peguei o telefone
e agora posso discar o número da sua casa para alguém atender...

2 comentários:

  1. Traz uns pães aki em casa tb...eu faço cafe... rsrsrsrs bjus

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  2. E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades..

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