Maldita seja,
sagrada crueldade,
antes que venha tarde,
a pregada igualdade da desigualdade.
Cantem, cantem bem alto e graciosamente,
imitem os tambores que anunciam a derrota da vida.
Fechem os portões,
os sujos pedem abrigo.
Suas feridas jorram palavras,
que como fel
corroem seus falsos âmagos.
Ó povo regularizado
que fala sobre as grades,
engulam seus santos votos afiados,
afinem seus coros de ceiar discórdia,
antes que cedo venha o riso que te agrada a dor.
Sintam compaixão própria,
vocês não precisam disso,
seu azeite já derramou há tempos,
e agora,
é hora de plantar no oliveiral.
Plantem outras coisas santas,
que não sejam perfuradas,
nem enforcadas,
mas que firam claramente.
A hemorragia interna leva à morte,
e escolher curar-se da morte
já é um arbítrio digno.
vc me da medo, mas é um medo bom.
ResponderExcluirvc me dá dois tipos de medo...mas tb é um medo bom! rs!
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